Viva platão e morram os corruptos!

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Viva Platão e Morram os Corruptos!

Ultimamente, o nome do filósofo grego Platão está sendo lembrado em Paramirim através de um de seus muitos pensamentos usado para estampar a camiseta do pré-candidato a Prefeito Gilberto Brito, tudo ainda de forma não oficial, segundo se vê nas redes sociais. Mesmo assim, ressalto que nada mais apropriado do que associar a expressão de uma personalidade da antiga Grécia ao nome de um político moderno, desde que o mesmo faça jus a tal merecimento.

No mundo dos negócios e da política é muito comum adicionar o nome de um ilustre desconhecido à figura de um outro ilustre mais conhecido, como foi o caso da Friboi, associada à figura de Tony Ramos e da Ministra Dilma Rousseff em 2008, ao nome do Presidente Lula.

No caso do pré-candidato paramirinhense, o emparelhamento é elas por elas. Platão foi um pensador grego nascido em Atenas em 427 ou 428 antes de Cristo, se tornou famoso pela sua intelectualidade filosófica. Viveu no berço da democracia e Gilberto se tornou conhecido dos seus contemporâneos pelos seus atributos morais e intelectuais. Nasceu em Paramirim, onde a democracia mais do que nunca precisa ser restaurada para salvaguardar a cidadania de seus filhos.
Mesmo vivendo na época do esplendor da cultura e dos valore morais, Platão que foi discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles sabia que no seu mundo e no seu tempo havia bons e maus políticos (não sabemos a proporção), por conta disso, sintetizou o seu pensamento na frase “ o castigo dos bons que não fazem política é ser governados pelos maus”, que em boa hora está sendo lembrada como legenda de uma camiseta e consequentemente como contraponto filosófico e moral de uma campanha em cuja trajetória desfilará o eclético quadro da política atual brasileira eivada de bons e maus candidatos, homens honestos e corruptos, democratas e demagogos, eleitores inocentes e culpados, rebeldes e acomodados, cidadãos iludidos e desiludidos, todos saltitando na mesma corda bamba.

Não é necessário muito esforço racional para absorver o conteúdo e a essência das palavras proferidas pelo discípulo de Sócrates, o mesmo que disse “podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro, a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz”. A sociedade na concepção de Platão é formada de governantes e governados. Como a política é a arte de gerenciar com sabedoria e honestidade os negócios do Estado, ressaltamos que a punição dos homens bons (como governados) é ter como castigo um péssimo governante. Logo, os maus administradores, a exemplo dos corruptos, dos ditadores, dos oportunistas, dos mordomos do poder, dos fichas-sujas, tornam-se os carrascos dos governados que por omissão ou por indução os colocaram no poder.

Platão foi um filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, autor de diversos diálogos filosóficos e fundador da Academia em Atenas, a primeira instituição de educação superior do mundo ocidental. Juntamente com seu mentor, Sócrates, e seu pupilo, Aristóteles, Platão ajudou a construir os alicerces da filosofia natural, da ciência, da filosofia e da política ocidental.

Uma das suas grandes virtudes era o reconhecimento que nutria por todos aqueles que mereciam o seu crédito, principalmente pelo seu mestre, como muito bem ficou sintetizado numa de suas declarações: “Agradeço a Deus por ter nascido grego e não bárbaro, homem livre e não escravo, homem e não mulher; mas, acima de tudo, por ter nascido na era de Sócrates”. Descarto apenas as considerações a respeito da mulher, até por saber que a beleza das helênicas predominava dentre os europeias do seu tempo.

A questão da frase em apreço não está na sua estrutura gramatical, como foi comentado nas redes sociais, inclusive lhe atribuindo erros não bem esclarecidos, mas tão somente na sua compreensão, que sem dúvida alguma escapa à interpretação de quem deixa de usar a reflexão como busca do entendimento.

Com a melhor das intenções, até por que sempre achei que de artista, poeta, filósofo e de louco cada um de nós tem um pouco, fico aqui pensando que a identificação dos bons e dos maus políticos é algo muito relativo, para os não idealistas, pois o que é ruim para Chico, pode ser bom para Francisco e vice e versa. Por isso, prefiro dizer que morra os corruptos e viva Platão e os seus seguidores, através da retomada dos seus eternos pensamentos deixados como legado à posteridade.

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