Tarde de temporal em Paramirim

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Após quase uma semana de intenso calor, um forte temporal caiu no início da tarde de ontem (08) sobre o município de Paramirim renovando as esperanças de um novo ano com muita fartura nas lavouras.

Com maior intensidade na região serrana do município, o toró provocou uma exuberante enchente no riacho do Catuaba, cujas cabeceiras localizam-se nas vertentes da serra do mesmo nome, com deságuo final na lagoa de Paramirim.

Uma outra marca das chuvas desta quinta-feira foram os fortes trovoadas acompanhadas de relâmpagos, inclusive com quedas de raios, tendo um deles provocado a interrupção no fornecimento de energia que alimenta as torres da Paramirim Net na serra do Recreio. Segundo o seu proprietário, Roberto Araújo Cruz, a cidade só não ficou sem sinal de Internet por conta das baterias que auxiliam o sistema.

Para o Sr. José Silva Sobrinho, residente na comunidade de Lagoa da Palha, distrito de Canabravinha, o aguaceiro que durou pouco mais de uma hora, atingiu o índice pluviométrico de 128mm trazendo algumas avarias para as lavouras e danos nas estradas vacinais que dão acesso a diversas localidades.

Restam agora saber se nas cabeceiras do Rio Paramirim também choveu. Em dias de chuvas, as atenções dos habitantes da região se concentram mais na bacia de contribuição do Zabumbão por esta barragem ser a única fonte de abastecimento de várias cidades situadas à sua jusante.

De acordo com os dados de monitoramento dessa represa, fornecidos pela ANA (Agência Nacional de Águas) com sede em Brasília, no dia 29 de fevereiro do corrente ano seu nível atingiu a cota 664,80m, ou seja, 40.565 (hm3), já na manhã de hoje, segundo o mesmo relatório, o lago se encontra com 25.350 (hm3), na cota 659,95 m.

Como se sabe, o chamado período das águas na região de Paramirim varia de novembro a fevereiro, mas nos últimos anos as previsões têm sido pessimistas e as precipitações vêm acontecendo de forma irregular, razão pela qual as reservas hídricas do município (barragens, tanques e lagoas) se encontram a baixo dos níveis normais.

Sem perspectivas para as atividades agrícolas e sem o necessário acumulo de água nos seus reservatórios naturais para sobrevivência dos rebanhos nos longos períodos de estiagens, o sertanejo perde a vontade de cultivar a terra, optando por outras atividades geralmente na zona urbana.

Com as chuvas de ontem e outras que molharam a terra no início do mês em curso, renascem as esperanças. A intensidade do verde passa predominar nos campos, as sementes ressurgem da terra, a alegria volta a reinar no sertão. Apesar do susto e do medo, após os temporais há sempre o retorno da bonança, assim esperamos que este princípio prevaleça.

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