Paramirinhense de 94 anos está inserida no mundo das tecnologias

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D. Iraci Silva Leão
D. Iraci Silva Leão

Exemplo de crianças de três a quatro anos de idade que usam e abusam das modernas tecnologias de comunicação existem muitos por aí, mas uma senhora beirando a casa dos 94 não se encontra em qualquer lugar.

Isto mesmo! Dona Iraci Silva Leão, moradora na Av. Botuporã, Paramirim – Bahia, nascida em 31 de maio de 1922, época em que o rádio estava apenas engatinhando no sertão, é craque nesse assunto. É viúva, teve cinco filhos, tem dezesseis netos e oito bisnetos. Goza de boa saúde e plena lucidez. Conta com muita precisão fatos ocorridos na sua vida, lembra nomes de pessoas, sabe a genealogia de muitas famílias e se tudo isso não bastasse, usa o seu aparelho celular sem precisar da ajuda de ninguém para solicitar medicamentos na farmácia, atender chamadas e discar o número desejado. Cozinha, costura, passa troco e dá ordens e recados.

Acho incrível tais particularidades, mesmo sabendo que o ser humano incorpora conhecimentos e habilidades do nascimento à morte, como diz o ditado sertanejo é vivendo e aprendendo. Pois é galera jovem, Dona Iraci tem o seu Samsung e guarda de cabeça uma razoável lista de números dos filhos, parentes e amigos para ligar a qualquer hora do dia ou da noite, se for preciso. Sua agenda telefônica é a própria memória, sem se falar numa enorme lista por ela mesma elaborada.

Na recente conversa que mantivemos na tarde de ontem (10 de maio), perguntei-lhe se ela sabia o número do celular de uma de suas filhas ao que me disse categoricamente todos os algarismos e ainda me advertiu para acrescentar um 9 no começo dos dígitos. Dei escrito numa tira de papel o meu número e a chamada veio imediatamente.

Ressaltamos que a Operadora Vivo iniciou suas atividades na cidade de Paramirim em abril de 2007 e daí para cá não teve interrupção, o que nos leva a dizer que a nossa habilidosa senhora aprendeu usar o celular depois dos 85 anos de idade, um aprendizado e tanto, diga se de passagem, não muito comum em pessoas um pouco mais jovens, quanto mais em quem aproxima de um século de existência.

Sabemos que muitas pessoas na terceira idade guardam consigo habilidades e conhecimentos adquiridos ao longo da vida, porém incorporar a pratica de um aprendizado totalmente novo em sua vida, que exige principalmente o concurso da visão, da audição, da memória e da flexibilidade dos dedos para digitar não é para qualquer um, principalmente para quem já passa dos 90 janeiros. Mas, como vivemos na era das comunicações tudo é possível.

Aproveitando a oportunidade da rápida entrevista que tive com ela na residência do seu filho Jová Salvador Silva Leão, indaguei-lhe sobre alguns fatos da história de Paramirim e se ela lembrava da data do seu casamento, a resposta veio na ponta da língua 24 de julho de 1942.

Está aí, pois, um exemplo de longevidade inserido no contexto das modernas tecnologias. O mundo digital não tem fronteiras, nem mesmo para os idosos. Dona Iraci é uma prova viva presente no emaranhado processo da comunicação à distância, mesmo com mais de nove décadas vividas. Não é somente a criança, o jovem e o adulto a se beneficiarem diretamente dos avanços tecnológicos. É o querer sobrepujando o poder, é o longe virando perto, o fantástico se transformando em realidade, o futuro se tornando tempo real e, por mais incrível que pareça, a velhice se modernizando.

Para D. Iraci digitar qualquer número no seu celular não há nenhuma dificuldade

3 COMENTÁRIOS

  1. Minha linda avó tenho orgulho da senhora e agradeço a Deus pela sua vida …quero chegar nessa idade com todo sua energia.te amo muito

  2. Minha avó linda!!!
    Muita satisfação em ve la com tanta saúde e formalidades.
    Bjos, sua neta Cassia

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