Domingo, 16 Dezembro 2018
Quarta-feira de Cinzas

Finalmente desponta-se a Quarta-Feira de Cinzas. Para muitos, “que pena!”, para outros “até que enfim!”, e para uma boa fatia da população “ufa!”, já não aguentava mais. Como um bolo freneticamente fermentado foi-se mais uma rodada de carnaval. Outros e outros virão, como tantos outros passaram, deixando em cada folião as marcas de indeléveis recordações. Marcas de alegria, tristezas, decepções e, como não poderia deixar de ser, de vibrantes paixões, algumas delas duradouras, outras apenas de alguns momentos. Marcas causadas por pessoas que se viram, que ainda se veem, ou que se escaparam para sempre. Por fim, no coração de todos um gostinho da efervescência vivida durante quatro noites de extrema folia.

Quem diabos compra, diabos vende

Como digo sempre, é na cultura popular, nos meios mais simples que, na mais das vezes, encontramos exemplos repletos de sabedoria, os quais muitas vezes passam despercebidos à nossa interpretação. A criatividade do sertanejo é exuberante, pronta, simples e oportuna, até mesmo em inusitadas circunstâncias.

Filarmônica de Canabravinha

Pois é seu Zé Martins da Gameleira! O senhor que é filho de Seu João Martins, também filho da Gameleira, que por sua vez era irmão de Dona Mariquinha de Gustavo, eterna moradora da Beira da Lagoa, onde nasci e passei grande parte de minha vida. O senhor que é pai de Toninho da Farmácia e sabe muito bem o que pensa e o que deve dizer. O senhor que também é conterrâneo do Padre Nicivaldo, um dos próceres mais queridos de Paramirim. O senhor que também é tocador de trombone da Lira Nossa Senhora das Graças, sabe muito bem onde quero chegar. Sessenta e dois anos de casado e bem casado com Dona Dulce e sessenta e quatro de existência da Banda de Canabravinha. Sua fala repercutiu em Paramirim.

Carnaval da Saudade - Paramirim

Bandeira branca, amor / Não posso mais. / Pela saudade, / Que me invade eu peço
paz. / Bandeira branca, amor / Não posso mais. / Pela saudade, / Que me
invade eu peço paz. / Saudade, mal de amor, de amor / Saudade, dor 
que dói demais /Vem, meu amor / Bandeira branca eu peço paz.
( Dalva de Oliveira )

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