O trabalho de Boboi em Paramirim deveria ser melhor reconhecido

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O trabalho de Boboi em Paramirim deveria ser melhor reconhecido

Em se tratando de esportes, todos sabem que o futebol é a grande paixão dos brasileiros. Mas, quando o assunto é Voleibol o grande destaque de Paramirim chama-se Adriano Lage, mais conhecido por Boboi.

Pelo que se sabe Boboi não é um Pivô nem muito menos um ala, sua especialidade concentra-se na grande preferência que tem por esta modalidade esportiva e por isso dedica voluntariamente grande parte de seu tempo ao treinamento de jovens e adolescentes que cultivam o gosto por este esporte.

Em conversa mantida recentemente com o site Paramirim Eventos, Adriano relatou detalhes interessantes do árduo trabalho prestado de forma espontânea à sociedade de Paramirim na área do esporte e do lazer, embora poucos sabem ou reconhecem.

“Desde criança, sou apaixonado pelo Vôlei. Pratiquei este esporte na antiga quadra do Clube de Paramirim e há mais de vinte anos dou treinamento a jovens de diferentes faixas etárias enfrentando enormes dificuldades”.

“Como todos sabem, mesmo sendo um trabalho voluntário, organizar, manter e treinar equipes de qualquer modalidade esportiva gera despesas e não temos recursos financeiros para subsidiar as nossas atividades esportivas ” explicou Boboi com um certo constrangimento no rosto.

Mesmo enfrentando essas dificuldades, nunca me desanimei, faço o meu trabalho sem nenhuma badalação, sem nenhuma recompensa material, simplesmente por gostar desse esporte e principalmente por saber e reconhecer que estou colaborando com dezenas de jovens que buscam no lazer organizado uma oportunidade para suprir os seus anseios e sair da ociosidade, muitas vezes a um passo das drogas ou da marginalidade.

O público alvo do seu trabalho, como já se pode perceber, acha-se nos bairros da periferia de Paramirim e principalmente nas classes de menor puder aquisitivo. Afirma Boboi, “muitos deles não podem nem comprar um tênis quanto mais colaborar na compra dos uniformes diferenciados para cada equipe ou na contribuição de uma mínima mensalidade. Precisamos de bolas, redes, quadras para expandir o nosso trabalho e não vejo como suprir essas deficiências sem receber o necessário apoio e reconhecimento do poder público, da iniciativa privada ou da própria sociedade como um todo. ”

Ressaltou Boboi ” a cidade de Paramirim conta hoje apenas com uma quadra pública que é a da Praça Padre Benvindo, as demais são privativas ou das escolas, por isso mesmo não temos espaço suficiente para atender a demanda da quantidade de jovens que temos cadastrados em diferentes estágios de treinamento ou categorias.

Diante desse brilhante trabalho, desenvolvido na área do voluntariado em Paramirim, apesar das restrições que enfrenta, deixamos através deste site o nosso reconhecimento, apoio e parabéns ao abnegado conterrâneo pelo importante trabalho prestado à sociedade, afirmando que o esporte tem papel fundamental na inclusão social. Contribui para a melhoria da saúde física e mental, para a formação da cidadania e a consequente diminuição da violência, principalmente nas comunidades carentes. Sua prática, quer na quadra das escolas, nos campos de futebol ou nas rodas de capoeira, quer de forma voluntária ou profissional, tem ajudado milhares de brasileiros a melhorar os seus padrões de vida. Por conta disso maiores investimentos públicos precisam ser carreados para essa área, a fim de torna-la cada vez mais operante no seio da juventude.

1 COMENTÁRIO

  1. “Fazer o bem sem olhar a quem!” é uma premissa que poucos são realmente capazes de seguir; Boboy é um exemplo desses poucos, cujas boas ações são refletidas nos bons homens que se formaram nas diferentes gerações com as quais ele trabalhou através do esporte. Tenho conhecimento de causa, pois fui sua aluna de vôlei dos 11 aos 17 anos, e tenho plena convicção dos benefícios do esporte durante a juventude.
    Não se pode deixar de mencionar que Adriano é um exemplo de vitória, pois em sua mais tenra idade lutou pela sobrevivência após grave queimadura; e mostra a cada dia que não há obstáculo intransponível e que para se fazer o bem, basta estar disposto.
    O mundo precisa de mais ações como essa. O mundo precisa de mais homens como esse. Parabéns Domingos por fazer eco a esse trabalho através de suas palavras.

    Parabéns, pai, por me ensinar através de gestos e não apenas palavras.

    Esse é o depoimento de uma filha e ex-aluna orgulhosa.

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