No mundo da comunicação

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No mundo da comunicação

Mesmo no mundo da comunicação, o homem está se tornando cada vez mais só. Com o avanço da informática e da robótica, o que antes se fazia com o concurso de várias pessoas, hoje se realiza apenas com o controle de uma simples máquina.

Suas atividades diárias, na maior parte das vezes, se completam virtuosamente, sem necessitar a interferência de terceiros. O ser humano está se refugiando dentro de si mesmo e o convívio social perdendo espaço cada vez mais.

Mergulhado nessas transformações ou nessa inversão de valores em que a máquina está sobrepondo à criatura humana, o homem se tornou dependente de modernas tecnologias. O filosofo Grego Aristóteles ( 384 a.C ) já dizia “o homem é um ser social, nasceu para viver na polis, ou seja, na sociedade, viver de forma conjunta e harmoniosamente com os seus semelhantes, eis o lado sociológico de sua criação”. Este princípio se diluiu com o advento das tecnologias do trabalho e da comunicação, até mesmo nos lugares mais isolados.

Não importa qual a área de suas atividades, seja no lazer, na educação, no comércio e até mesmo nos seus afazeres domésticos, o uso das tecnologias se expande vertiginosamente. A educação à distância, é um forte exemplo para ilustrar esta realidade. O presencial foi substituído pelo virtual. O porteiro eletrônico dispensa o trabalho do vigia, do segurança e do mordomo. O bom dia de um funcionário do banco ao cliente se dissipou na mesa do empresário, via online. Os aplicativos da telefonia móvel contagiaram os indivíduos nas longas e curtas distâncias. Os emoticons substituem as palavras e as expressões. As pessoas falam, comunicam-se, mas não se tocam, não se aglutinam, não interagem. Seus olhos estão constantemente voltados para uma tela, para um visor, cada um no seu lugar, isoladamente.

Como será o futuro da humanidade nas asas dessa constante evolução. Não haverá futuro, mas sim uma progressão continua e acentuada do presente. Não haverá exército com homens armados, o disparo de um míssil simplesmente acionado por um só soldado já destrói o inimigo e tudo que está a sua volta. Não haverá o office-boy, a secretária, o cobrador de ônibus e os colhedores de soja. O professor será apenas um monitor das tecnologias do ensino, como já se vê em diferentes escolas. Os robôs farão o trabalho de centenas de operários, centenas de vezes mais rápido. A integração da família, na sala de um apartamento qualquer não já é coisa do passado. Enquanto o pai resolve os seus negócios com um possante notebook, a mãe conversa com as amigas nas redes sociais e os filhos, cada um no seu lugar, consomem grande parte do seu tempo em intermináveis bate-papo na internet. Desta forma, o homem assessorado por diferentes tecnologias já se acha cada vez mais sozinho, mesmo vivendo na era das comunicações.

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