Mãe, mamãe, mãeinha, salve o teu dia

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Mãe, mamãe, mãeinha, salve o teu dia

Que a minha mensagem na data de hoje seja tão simples quanto à palavra mãe, tão completa e tão carinhosa quanto aos vocábulos mamãe e mãeinha aqui presentes. 

Não importa como, por quem e onde são pronunciados todos eles referem-se a uma só pessoa, a uma só criatura por quem temos uma profunda reverência.                       

Quando o anjo se pôs diante de Maria e sentenciou: Maria tu és virgem e serás concebida. Estava consubstanciado o significado maior do verbo que se fez carne. Acima de tudo, sem pecados. Por obra e graça do Divino Espírito Santo. Uma das passagens bíblicas mais interessante sob todos os pontos de vistas. Assim interpreto.                       

Não me recordo se há uma referência escrita de como o filho de Maria chamava a sua própria genitora.  Mas, com certeza a palavra mãe fazia parte por ter um significado universal e divino, dotado de uma força de expressão e pureza sem igual. Não restam dúvidas.                       

Suas variantes são muitas, a depender de costumes e convivências. Sabiamente criaram mãezona e até mamãezona, buscando dar-lhe uma abrangência ou intensidade maior à sua conotação, mas todos resumem-se numa só pessoa. Repito.                       

O amor de mãe é insubstituível.  Mesmo se comparado ao amor paterno. Talvez quase semelhante ao amor divino. Transcende os limites das concepções, as fronteiras dos sentimentos. Sua conotação é única e inconfundível.                       

Três dígitos, três fonemas, três letras, uma única sílaba, uma só palavra recheada de amor e respeito. O contexto mãe faz-se presente em todos os gêneros literários, tem sido tema de todas as artes, objeto de todas as ciências, inclusive das modernas tecnologias. Quem conhece a importância de uma placa mãe no conjunto de peças de um computador. Na Bíblia permeia diversas passagens, de Jessé nasceu Maria… O crescei e multiplicai profetizado com Abraham traduz a universalização de sua grandeza comparada às estrelas do céu e perpetuada de geração a geração. Precisa exemplo maior?                        

Mãe, qual é a tua verdadeira missão?  Não é apenas procriar. Criar ou reproduzir. Também. Mas sobretudo educar, como solidária companheira do homem e parceira decisiva na construção e crescimento da unidade familiar. Precisa missão maior?                       

Uma mãe é para cem filhos, cem filhos não fazem o trabalho de uma única mãe.

Não há como contradizer. A sabedoria popular nos ensina e até nos adverte. Então qual a profissão de mãe?  Todas. O seu currículo é infinito. Economista, médica, enfermeira, professora juíza, vigilante noturna cantora. Olha nessa eu me amarro. Quem não se lembra das cantigas de ninar.  O dorme neném faz parte do nosso primeiro repertório musical, o boi da cara preta. O atirei o pau no gato, sem se falar no tradicional parabéns pra você. Quem está lá como primeirona da fila, carregando e animando a plateia e abrindo a cantoria. Sempre é a mãe, não importa a voz nem muito menos a classe social.                        

No campo jurídico duas vedetes sempre estão em evidencias. A mãe adotiva e a mãe biológica. Com uma diferença apenas, sem puxar brasa para a sardinha de ninguém, uma pare e cria, a outra apenas cria, mas em nenhuma delas falta amor. Ambas são colunas – mestras na sustentação da família e da sociedade. Vamos entende-se e respeita-las. É como se dissesse: mulher eis aqui teu filho.                       

Dizem que a mãe é uma mulher guerreira. Ferrenhamente guerreira. Poderosa guerreira. Carrega o filho nove meses no ventre, três anos no colo e a vida inteira no coração. Não só carrega. Procria, protege, educa e ama incondicionalmente. Como artista desempenha verdadeiros papéis da vida real. Seu palco é o lar, o berço, o caminho da creche, a fila da vacina, a arquibancada de um circo, o zoológico, o carrinho de pipoca, a rua, a porta da faculdade, o altar. Ora conduzindo o filho dentro de si mesma, nos braços, no carrinho de bebé, segurando-o pela mão, ora abraçando-o descontraidamente. Sempre mais próxima do seu coração. Na melhor das hipóteses a sombra do um se confunde com a do outro. Uma perfeita profusão.

Enquanto isso, nós filhos, nós maridos, nós país, ora contracenamos, ora ficamos à distância por circunstâncias diversas, mas   às vezes com papéis    secundários nos cenários da vida. Deus deu à mulher a sublime missão de procriar e ela própria assume p cetro de rainha, sem risco de destituição, sem ameaça de rebaixamento, embora, muitos não reconhecem o seu valor. Nem por isso, ela fraqueja.

Criei-me num ambiente familiar, onde prevaleciam as palavras papai e mamãe. Não perdemos a forma de assim trata-los, até hoje, mesmo sabendo que ambos já foram para a eternidade. Continuam sendo mamãe e papai a quem de votamos eterna gratidão e de quem solicitamos o perdão pelos nossos deslizes de filhos.

De forma bem apurada, minha fada-rainha, a quem dedico especialmente esta página pela data de hoje, me proporcionou a sublime glória de quatro filhos Marcos, André, Elisangela e Roberto através dos quais ressignifiquei a minha vida. Olha só a feliz coincidência, as iniciais dos três primeiros formam a palavra em questão (mãe) completada com o último nome que entra no caso como o sinal da nasalização. Ressalto que não foi a propósito esta combinação. Fiz com muito amor apenas o que o anjo profetizou: Crescei-vos e multiplicai. Afinal de contas, somos família. E nesse particular, fizemos a nossa parte, repito de forma bem apurada graças a Deus e a o ninho que tenho.

Todos os meus filhos adaptaram a palavra mãe para mãeinha, perto ou longe de Dona Neia. Isto me deixa feliz. Os costumes mudam. As formas de tratamento no relacionamento familiar também. Tenho dois netos. O primogênito Lorenzo fala mama em italiano e mãeinha em português. Sabe conciliar as duas línguas. Resta agora saber como a princesa Lavínia, que ontem completou três meses, vai se dirigir a Dona Naide, que veio lá das Minas de Drummond, se mamãe ou   mãeinha. Não importa. Todas derivam de uma só matriz carregada de muito amo, representada pela palavra MÃE, o bendito e primeiro e   verbo balbuciado pelos lábios de toda criança ao se engatinhar no vasto   mundo das comunicações.

Sem nenhuma ressalva, dedico esta modesta homenagem a todas as mães pela magnitude da sua importância quer na vida familiar quer na sociedade. As guerreiras que fazem do seu colo, do seu abraço, do seu beijo, do seu desvelo e de inúmeros sacrifícios uma referência de vida.

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