Jubervaldo Vieira Louzada

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Jubervaldo Vieira Louzada
Jubervaldo, seu boi Bilau e seu carneiro Bilu

O cidadão Jubervaldo Vieira Louzada, mais conhecido por Juju de Salvador Louzada é um empresário paramirinhense bem-sucedido e anda feliz da vida. Dono de uma vasta amizade por onde passa se destaca pelo seu jeito descontraído de levar a vida, independentemente de quaisquer formalidades. Sabe conciliar o útil com o agradável, privilegiando o trabalho como um dever sagrado do ser humano.

Nasceu no Sítio Caraíbas, de propriedade de seus avós maternos, subúrbio de Paramirim, em 21 de março de 1950, após sua genitora, acompanhada do esposo, percorrer mais de vinte quilômetros a cavalo em busca de assistência médica. Filho de José Salvador Leão Louzada e Dona Augusta Vieira Louzada, ambos procedentes de tradicionais famílias da região com longínquos vestígios de sangue português, Jubervaldo preserva com muita dedicação a memória de ambos.

Fez o curso primário com a professora Áurea Pereira Quedes no povoado de Caraíbas, onde residiam os seus familiares e com apenas dezesseis anos de idade conclui o ginásio em Paramirim, matriculando-se em seguida na Escola Normal onde se diplomou em magistério no ano de 1970.

Dotado de um grande tirocínio comercial, enquanto estudava exercia pequenos negócios, hora trabalhando na feira de Paramirim, ora na feira de Paramirim, ora conduzindo areia em carros de bois para as construções da cidade. Acostumou, desde cedo, a pagar no pesado, como ele próprio afirma, “ para manter os meus estudos e ajudar no orçamento doméstico ”, uma vez que naquele tempo o colégio era particular, todos os meses o estudante pagava uma pequena mensalidade. “ Muito me orgulho da educação que recebi dos meus pais e nas escolas onde estudei, dotadas de bons professores ”.

Sem dar tréguas as suas aspirações e sem perder nenhuma oportunidade, em 1971, após um concorrido vestibular, matricula-se na Universidade Federal do Estado da Bahia, onde se formou em Matemática. Esse degrau conquistado por esforços e merecimento lhe possibilitou uma cadeira dessa matéria no Ginásio Polivalente da cidade de Livramento por seis anos consecutivos. Nesse período conheceu a sua futura esposa, Dona Olga Paiva Luz, filha de uma tradicional e conceituada família de Caraguatai, com quem se casou em 10 de novembro de 1973. Desse casamento nasceram dois filhos.

Ao deixar o magistério, dedicou-se mais intensamente ao ramo comercial. Adquiriu caminhão e passou a ser Empresário de uma pequena frota, de veículos, conduzindo mercadorias para diversas cidades do interior baiano. Nesse período aconteceu o acidente de duas crianças de Vitória da Conquista, as quais mais tarde se tornaram seus amigos e se consagraram no esporte como Minotauro e Minotouro, nacionalmente conhecidos.

É de se lembrar que no período em que residiu em Vitória da Conquista Jubervaldo educou os filhos de acordo a vocação de cada um, enquanto a sua esposa Dona Olga, também exercia o magistério com muita dedicação e dignidade até alcançar o sagrado descanso de sua aposentadoria como professora estadual.

Após o falecimento de seus pais, torna realidade um grande sonho de sua vida. Retornar as suas origens no povoado de sua hospitaleira Caraíbas, para dedicar àquilo que mais gosta de fazer, estar em contato com o campo, lidando com o gado, como o velho Salvador Louzada costumava fazer.

Para preservar a memória e a tradição de seus antepassados, procede uma ampla reforma no casarão outrora pertencente a seus genitores, localizado na praça Santana em Caraíbas e ali passa a viver e realizar as suas atividades ligadas ao ramo agropecuário com grande dedicação, ora no volante de uma Hilux, ora no lombo de um belo cavalo de raça para administrar as suas propriedades.

O que mais se distingue no professor Jubervaldo, agora no exercício de grande pecuarista, é o seu jeito descontraído, alegre e brincalhão de levar a vida sem perder a dignidade é o vínculo com as suas raízes. Tanto é que fez erguer por conta própria em frente à sua cobiçada vivenda um verdadeiro monumento composto de algumas estatuas, uma delas representando o carismático Salvador Louzada com o traje típico de vaqueiro montado em um alazão com toda a indumentária desta profissão, numa evidente contribuição à cultura sertaneja.

Mais não foi somente isso. Assim que se estabeleceu em Caraíbas, seu quartel general, Juju Louzada, criativo como sempre foi, idealizou um grande evento ( hoje na sua decima-oitava edição ), para promover o lazer, a cultura local e o congraçamento de todos os criadores de cavalo do município e cidades vizinhas num grande encontro anual. Assim nasceu o Grupo de Montaria Salvador Louzada em 2007 em homenagem ao seu querido genitor, sempre realizado na data em que se comemora o Dia dos Pais. Um evento digno de nota pelo envolvimento comunitário no qual prevalece o espirito sertanejo da boa convivência e da solidariedade, hoje parte integrante do calendário festivo de Paramirim e região.

Como prova de sua popularidade e do bom gosto que tem prevalecido nos empreendimentos culturais de sua iniciativa, Juju vem se destacando nos desfiles de vaqueiros e cavalgadas do Sudoeste baiano com uma nova montaria por ele próprio denominada de Boivalgada.

Não importa a distância, lá está ele montado no seu boi Bilau da raça Nelore, acompanhado de Bilu, um carneiro domesticado pelas ruas e praças de todos os eventos da redondeza, arrancando aplausos e elogios por onde passa, sempre confraternizando e apoiando a vaqueirama da região.

Para você Jubervaldo, meu querido ex-aluno dos idos tempos do Ginásio de Paramirim, quero lhe oferecer esta humilde homenagem neste domingo em que se comemora uma das razões maior de nossa vida. A você que sabe preservar a memória de seus antepassados, especificamente do seu inesquecível pai, dizendo-lhe que a sua cavalgada não pode morrer, não importa o quando. Ela faz parte dos festejos de Caraíbas e você foi um dos pioneiros na região. Prossiga sempre como você é, tudo vale a pena quando a alma não é pequena.

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