Índio não quer apito, índio quer uma escola que encanta

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Índio não quer apito, índio quer uma escola que encanta

Por mais de uma vez disse em reuniões que o trabalho educacional não se culmina nem se comemora com placas de inauguração. Não se trata de uma obra construída de ferro ou de concreto. A sua essência consiste no desenvolvimento pleno da vida do educando, na formação de sua personalidade, na sua preparação para a prática da cidadania cultivando os seus saberes através de uma escola que encanta em busca da ressignificação da vida e de acordo com as mudanças que nos impõem a cada dia.

Não podemos perder de vista os objetivos eleitos pela nossa jornada pedagógica 2017.  Nesse particular tenho certeza que hoje estamos no caminho certo ou pelo menos buscando acertar o que se pode.  Somos sim o reflexo do século em que vivemos, da cultura que nos permeia, da mídia que nos invade, dos conflitos que nos desafiam. Somos um mundo em constantes mudanças, infelizmente, não podemos conter sua trajetória.                       

Temos que construir a nossa própria identidade levando-se em consideração esses requisitos. Não somos uma ilha nem simplesmente frutos do meio em que vivemos. É muito pouco pensar dessa forma. Vivemos os reflexos de um mundo globalizado e dele não podemos nos ausentar.                        

O mundo tornou-se extremamente sintético, globalizou-se. A minha empresa, não importa o seu tamanho, o meu escritório, o meu time de futebol, o meu círculo de amizade, o mundo inteiro e mais alguma coisa, tudo isso cabe nas minhas mãos e o tenho agora. Basta sabermos operar. A tecnologia sobrepõe os afazeres da humanidade, mas nada substitui a escola, seja qual for a sua dimensão, os seus propósitos.                       

Por conta dessa realidade, as entidades ainda julgadas universais, a exemplo da igreja, da família e da escola têm que se antenar no que acontece nesse imenso-pequeno mundo que sem querer querendo fomos inseridos por conta dos avanços processados e das mudanças conquistadas.                       

Neste 19 de abril, comemorou-se no Brasil o dia do Índio.  Que belo! Nada de extraordinário para uns, muito significativo para outros. A escola mais uma vez foi a grande e talvez única vitrine dessa retrospectiva. E como os seus entes se desdobraram para reproduzi-la de forma tão apropriada, usando um cenário com recursos tão singelos. Aí falaram mais alto o espirito lúdico, a criatividade, a veia pedagógica de cada um que ajuda construir e realizar o significado da vida no âmbito das comemorações.                       

Por conta de tudo isso e por mais do que isso, parabenizo em nome desta secretaria todas as classes e professores, diretores e coordenadores da rede municipal de ensino de Paramirim, que dentro de suas limitações e possibilidades comemoraram essa efeméride de forma tão autêntica, tão objetiva e por que não dizer tão encantadora. Está aí pois, mais um motivo das minhas colocações, quando afirmo, que na obra educacional não se coloca placas, estampa-se alegria, sorriso, encantamento, satisfação, amor, dedicação, criatividade, compartilhamento levando-se em consideração que todo educando tem um sonho, um desejo, uma vontade um ideal, uma missão. A escola é um dos cenários de sua grande jornada. Daí a necessidade de transformá-la num ambienta que encanta.

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