Ex namorados se encontram após 60 anos

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Ex namorados se encontram, após 60 anos

Quem diria que uma simples visita à feira-livre da cidade de Caturama poderia ensejar o encontro de duas pessoas que se conheceram na adolescência e se encontravam distantes uma da outra há quase sessenta anos. Não é apenas mais um fato marcado simplesmente por uma grande coincidência, nem tão pouco o resultado de uma longa procura, como acontece na maioria das vezes. O que vamos narrar é nada mais, nada menos do que um acontecimento ditado pelo destino sem nenhuma premeditação ou intencionalidade dos personagens que o protagonizaram no palco da vida real.

Diz o ditado popular que as pedras se encontram quanto mais as criaturas. Umas se reencontram para ficar, outras para nunca mais se verem. Umas ficam porque se reencontraram, outras se encontram por obra do acaso e se despedem para sempre. Cada pessoa cumpre o seu fadário pelos compromissos conjugais assumidos, sem nenhuma razão sentimental de reatarem as pontas de um simples caso de amor efemeramente vivido na juventude.

Ex namorados se encontram, após 60 anos
Da esquerda para direita, Prof. Domingos, Dora Iraci e Joaquim Belarmino.

Assim, podemos descrever o encontro do senhor Joaquim Belarmino da Silva e Dona Iraci Maria Bonfim ocorrido ontem (28), sem nenhuma notoriedade, na feira-livre da pacata cidade de Caturama, sudoeste da Bahia, como mais uma cena do cotidiano, pincelada pelas mãos do destino com muita naturalidade e sem nenhuma segundas intenções ele com 75 anos de idade, muito bem casado residente na cidade de Ivaiporã, Estado do Paraná, casado com Dona Maria Iracema Ferreira da Silva, pai de quatro filhos, ela com 73, viúva, mãe de uma numerosa prole, residente na comunidade rural de Mudubim, município de Caturama, Bahia.

Como se não bastasse as coincidências desse fato marcado ocasionalmente pelo encontro de um ex-casal de namorados, que se viram pela última vez há quase sessenta anos, o destino quis também que se revelasse o reconhecimento de três primos descendentes do tronco familiar do Sr. José Cândido da Silva e Felismina Rosa da Conceição, que são progenitores dos integrantes dessa história e bisavós paternos de Antônio Leão da Silva e do professor Domingos Belarmino da Silva, responsáveis diretos pela revelação desse segredo que há muito se achava guardado no baú do esquecimento.

Esse simples acontecimento demonstra que as histórias de inusitados encontros, desencontros e reencontros acontecem não somente em novelas ou em filmes de ficção, mas também na realidade de muitas pessoas que se passam despercebidas por aí a fora. São cenas do cotidiano, da vida real que valem a pena ser descritas também ao sabor do acaso que por uma feliz coincidência na mais das vezes ocorrem quando menos se espera nos locais mais improváveis.

O Sr. Joaquim Belarmino é nosso conterrâneo, radicado no norte do Paraná, desde a década de sessenta, atualmente se encontra visitando a sua terra natal acompanhado do seu filho Cláudio Belarmino, pastor da Igreja Assembleia de Deus, que pela primeira vez nos dá a honra de conhecer os rincões paramirinhenses, os amigos de seus familiares e os parentes que não conhecia, com os quais está compartilhando as suas alegrias de um visitante que vai nos deixar saudades quando partir, pela pessoa extraordinária que tem demonstrado ser, como filho zeloso, cidadão e pregador das palavras de Deus.

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